42 dias de Escuridão: nova série mostra um dos casos mais tensos de desaparecimento do Chile

"42 Dias de Escuridão" é a primeira série chilena original Netflix, e estreou hoje na plataforma. Saiba todos os detalhes.

Os apaixonados por séries criminais baseadas em história real já podem festejar a nova estreia da Netflix42 Dias de Escuridão acaba de chegar ao catálogo do streaming e adapta um dos casos de sequestro mais marcantes do Chile.

Dirigida por Claudia HuaiquimillaGaspar Antillo, a série é baseada no livro do jornalista Rodrigo Fluxá sobre esse caso que chocou o Chile em 2010 e que ainda hoje é envolto em questões não muito claras.

A série é a primeiro original Netflix chilena e sua temática deve levá-la ao top 10 de produções mais vistas do streaming em poucos dias.

Confira a seguir todos os detalhes sobre 42 Dias de Escuridão antes de começar a assisti-la na Netflix.

Sobre 42 Dias de Escuridão

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Nesse suspense policial, uma mulher desaparece de sua casa, aparentemente sem deixar rastros o que mobiliza as autoridades locais a iniciar uma corrida por seu paradeiro.

Apesar disso, é a irmã mais velha, Cecilia Montes quem mais se dedica à tarefa de encontrar a irmã e vai precisar lidar com diversos erros policias, descaso de algumas autoridades, entre outros desafios para saber o que, afinal, aconteceu com a mulher.

Produção

42 Dias de Escuridão é uma produção que, apesar de ter como base o caso verídico do desaparecimento de Viviana Haeger, decidiu levar a história por uma lado mais fictício, inserindo personagens e situações que não existiram na vida real.

A série tem a assinatura da Fabula, uma das produtoras mais conceituadas na América Latina, e da Netflix, detentora dos direitos de distribuição da série em todo o mundo.

Antes mesmo de estrear, 42 Dias de Escuridão já foi motivo de polêmica no Chile, graças aos depoimentos da família do caso que revelou em entrevista ao jornal El Llanquihue que em nenhum momento foi consultada pela produção da série. Dessa forma, não tiveram nenhuma escolha sobre o caso crítico que envolveu a família no passado, ser explorado dessa forma por veículos de alcance midiático mundial:

Nossa história já é bastante pública, mas ainda é nossa. Gostaríamos de tornar visível que com isso eles revivem momentos difíceis e processos dolorosos que estávamos finalmente começando a curar,” disse uma das filhas de Viviana.

Elenco

Para compor o elenco da primeira série original Netflix do Chile, os produtores fizeram questão de escalar algumas das maiores estrelas da indústria cinematográfica do país.

Encabeçando a série está Claudia Di Girolamo no papel de Cecilia. A atriz chilena é um dos nomes mais marcantes da TV, cinema e teatro de seu país, e considerada por muitos como a maior de todos os tempos.

Aline Kuppenheim é outro destaque da série ao dar vida a desaparecida Verónica Montes. A atriz possui um grande currículo na TV e no teatro chileno e também é aclamada pela crítica em seus trabalhos.

Outros nomes no elenco são Pablo Macaya, Daniel Alcaíno, Gloria Munchmeyer, Claudio Arredondo, Amparo Noguera, Néstor Cantillana, Julia Lubbert Montserrat Lira.

Caso real no qual a 42 Dias de Escuridão se baseia

Atenção, a partir de agora falaremos sobre o caso real que inspirou a nova série da Netflix, sendo assim, podemos ter spoilers importantes sobre o enredo da produção. Caso não queira saber, encerre a leitura por aqui.

O caso de Viviana Haeger até hoje é considerado um dos mais intrigantes da história do Chile.

Isso porque, após seu desaparecimento em julho de 2010 e toda a cobertura midiática, tudo ficou ainda mais misterioso quando seu marido, Jaime Anguita avisou a polícia, 42 dias depois, que havia encontrado o corpo de sua esposa já em decomposição no sótão da casa onde moravam.

Quando isso foi revelado, tanto a mãe quanto a irmã da vítima acreditam que o próprio marido era o culpado, e essa hipótese ficou ainda mais forte quando em 2015, um ex-trabalhador da propriedade dos Haeger confessou que foi pago por Anguita para assassinar a mulher.

O depoimento do assassino o levou a prisão e rendeu dois anos de reclusão para Anguita que, no entanto, foi solto em 2017 por falta de provas que corroborassem a acusação do assassino.

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Formada em Marketing e pós graduanda do curso de Língua Portuguesa e Literatura. Trabalha na área de comunicação como Criadora de Conteúdo além de fazer trabalhos de atuação e locução para materiais em vídeo. Pseudo-cinéfila e apaixonada por todo universo Geek.

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