Por que ‘A Filha Perdida’ está dividindo opiniões na Netflix? Vale ou não a pena assistir?

"A Filha Perdida" é uma das apostas para o Oscar 2022, porém, tem dividido opiniões. Confira o que achamos desse longa e se vale a pena vê-lo.

O último dia do ano de 2021 trouxe o lançamento de uma das maiores apostas da Netflix para as premiações de cinema de 2022. O drama A Filha Perdida foi recebido com grande alarde por parte da crítica especializada desde sua estreia em festivais ano passado, no entanto, o filme tem dividido a opinião do público comum desde seu lançamento.

Dessa forma, se você se deparou com o título na página inicial do streaming, pode ter ficado se perguntando se vale ou não a pena assistir ao filme.

Pois bem, é isso que pretendemos responder nesse texto, portanto, continue a leitura e confira a nossa opinião sobre A Filha Perdida.

Sobre A Filha Perdida

Nesse drama baseado no livro homônimo de Elena Ferrante, a professora universitária Lena (Olivia Colman) acaba de chegar em uma pequena cidade litorânea para passar férias tranquilas.

O problema é que pouco tempo depois sua paz é interrompida pela chegada de uma grande e barulhenta família que acaba tomando conta de seu resort tranquilo à beira mar.

É em meio a esse antro de pessoas folgadas que Lena se depara com a jovem Nina (Dakota Johnson) e sua pequena filha Helena, uma relação de mãe e filha que acaba trazendo lembranças dolorosas para a professora e acaba inspirando nela sentimentos um tanto obssessivos direcionadas às duas estranhas.

Por que A Filha Perdida não é uma unanimidade

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Aclamado pela crítica especializada e já vencedor de algumas categorias em festivais de cinema em 2021, a verdade é que A Filha Perdida não é uma unanimidade entre o público e existem alguns motivos que podem explicar isso.

Para começar, esse é um filme um bom tanto comtemplativo e de ritmo lento onde, por vezes, as cenas são muito mais focadas nas expressões e subtexto da personagem principal, do que em diálogos que “explicam” por completo a história.

Dessa forma, é fato que esse não é um longa-metragem fácil de agradar todo mundo, já que por vezes ele obriga o espectador a interpretar a finalidade dessa ou daquela cena ou atitude de algum personagem. Sendo assim, pode-se dizer que é necessário pensar um pouco para conseguir entender onde a história quer chegar.

Para além disso, essa é a história de uma maternidade muito mais crua do que a que a maioria das pessoas está acostumada a ver na tela, o que também pode desagradar alguns que podem ter dificuldades em simpatizar com a protagonista.

Por fim, o final do filme se mostrou decepcionante para alguns espectadores que estavam esperando um climax mais intenso.

Então, quer dizer que não vale a pena assistir?

Espera, que não é bem assim!

Vai depender muito do tipo de espectador que você é, mas a verdade é que esse é um filme sensível que traz uma crítica poderosa à romantização da maternidade e a imagem de “mães perfeitas” que na verdade são extremante sobecarregadas.

Durante o filme acompanhamos a jornada de uma mulher de meia-idade que acaba se vendo em meio a um turbilhão de emoções e lembranças ao encontrar uma jovem mãe e sua filha que a fazem lembrar de si própria na mesma idade.

No entanto, o que vemos exposto nesse filme não é a saudade de uma mãe pela a infância das filhas e sim a aflição e eterna culpa de uma mulher sobrecarregada, com os nervos a flor da pele e que precisava lidar com duas crianças dificeis, praticamente sozinha, ao mesmo tempo que tentava zelar por uma carreira acadêmica brilhante.

O fardo da maternidade, a culpa por se sentir incompleta, infeliz, mesmo com filhos e um casamento, e por fazer escolhas erradas ao longo da vida, é o principal foco desse filme, o qual, com certeza, diversas mulheres vão acabar se identificando.

Sendo assim, com certeza esse é um filme lento e que vai ser taxado como “chato” por muitas pessoas, no entanto, essa é aquela obra que vai calar fundo no peito e emocionar parte do público para quem ela foi pensada.

Dessa forma, o fato de valer ou não a pena assistir A Filha Perdida vai depender muito de cada pessoa, no entanto, pode valer a pena tentar.

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Formada em Marketing e pós graduanda do curso de Língua Portuguesa e Literatura. Trabalha na área de comunicação como Criadora de Conteúdo além de fazer trabalhos de atuação e locução para materiais em vídeo. Pseudo-cinéfila e apaixonada por todo universo Geek.

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