Diablo II Resurrected – O que sabemos sobre o remaster até agora

Para comemorar os 20 anos de aniversário do mais icônico RPG, a Blizzard anunciou, neste dia 20, que está trabalhando em uma remasterização do Diablo II. O jogo foi uma febre na época de seu lançamento e redefiniu o gênero de RPG digital.

Alguns detalhes do projeto vieram à tona na BlizzCon 2021, conferência internacional da desenvolvedora responsável também por Overwatch e StarCraft. O anúncio veio com um pequeno teaser com amostras das muitas melhorias que estão por vir, principalmente para os gráficos.

Além disso, a empresa ainda está prometendo o jogo para computadores e consoles, com crossgen e tudo que há de bom. O game foi prometido para o final de 2021 e a comunidade está ansiosa para ver no que mais as melhorias vão agregar.

Como será o remaster?

É importante saber que o Diablo II, apesar de ser uma das maiores e mais importantes franquias de RPG das últimas décadas, foi lançado quase 3 décadas atrás, ou seja, é um jogo antiguinho e já está bem datado.

Os gráficos são bastante pixelados e quadrados, com cores estranhas e quase nenhuma iluminação, pelo menos não uma que preste, graças à tecnologia da época. Além disso, era um jogo feito para rodar em versões do Windows que nem fabricam mais.

Sendo assim, a principal obra da remasterização do jogo vai vir na forma dos gráficos:  cores, modelos, texturas, efeitos, partículas e luzes. Tudo isso acaba trazendo um visual bem moderno, como é possível ver no teaser.

A remasterização também vai dar uma boa mexida nas músicas, áudios e efeitos sonoros do game. A ideia é trazer todo o jogo para a tecnologia Dolby 7.1 e proporcionar uma experiência muito mais real e moderna.

Todas as alterações e melhorias vão proporcionar uma jogabilidade muito maior para o título, possibilitando que seja lançado para versões de consoles, tanto os Xbox Series, Xbox One, como para PS4, PS5 e Nintendo Switch.

Segundo a Blizzard, o remaster vai trazer o melhor de Diablo II, mantendo a sensação do game original e integrando gráficos modernos e a opção de mudar, caso o jogador ainda prefira, para a versão original do jogo.

O que o Diablo II tem de especial?

Depois de 20 anos de presença na biblioteca dos gamers mais velhos, Diablo II agora retorna para os monitores de forma mais bonita e melhorada. Mas não é sem motivo que o jogo está recebendo essa atenção novamente.

Tirando Half-Life 3, título que daria sequência à saga de RPGs da Valve, o Diablo II deve ser o jogo que teve mais procura pela comunidade por uma versão remasterizada e nova. Isso porque a série de jogos Diablo mudou completamente o cenário de RPGs no mundo.

Ele, e sua expansão Lord of Destruction, chegaram oferecendo mecânicas inovadoras, complexas para a época, gráficos modernos e a qualidade de narrativa e ambientação que só a Blizzard consegue fazer.

Sendo um RPG, o jogo permite explorar mapas enormes, se aventurar por dungeons escuras e sempre novas, batalhar monstros e hordas de inimigos com um sistema de combate até bem movimentado para um jogo da época, além de customizar seu equipamento, habilidades e magias do personagem.

E como se tudo isso fosse pouco, o jogo ainda permite multiplayer com troca de itens e dungeons compartilhadas. Incluindo os títulos de gênero similares como Torchlight e Dungeon Defenders, Diablo manteve sua presença dentro de outros milhares de títulos que partilham dos mesmos sistemas.

Os elementos que formam a base jogável do Diablo II estabeleceram mudanças sem precedentes e influenciaram títulos como Borderlands, World of Warcraft, Destiny 2, Path of Exile e muito mais.

Histórico de remakes da Blizzard

Uma das preocupações da comunidade com relação a esse tipo de projeto é a falta de tato com que a empresa lidou com remakes no passado. Em 2020, no final do ano, a Blizzard liberou os primeiros acessos para os jogadores, no remake de Warcraft 3, e o projeto não teve uma boa recepção.

Além dos bugs e problemas com conteúdo e licença, a desenvolvedora falhou em entregar um jogo que a comunidade, muito crítica, realmente gostaria de ver rodando de novo. Foram vários problemas que também se complicaram quando a empresa foi adquirida pela Activision.

Nessa época, o time responsável pelo remake de Warcraft, e que no início era a equipe responsável pelo Diablo II Resurrected também, foi trocado conforme a nova galera da Vicarious Visions chegava sob ordem da Activision.

Mas, apesar de todos as lombadas, agora parece que vai. A equipe responsável possui muita experiência em trabalhar com remakes, e trouxe amostras visuais do projeto do Diablo II que realmente impressionaram durante a BlizzCon.

Luiz Torrens
Formado em Jornalismo, atua como redator de notícias desde 2017 escrevendo sobre games e tecnologia. Também é Co-Fundador da Crenix Games, empresa de jogos digitais de Curitiba onde exerce uma de suas paixões: Design de Narrativas para Games.
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