E3 2021 | Como vai funcionar a E3 em ano de pandemia?

Ao que tudo indica, a Electronic Entertainment Expo, mais conhecida como E3, vai ser realizada digitalmente neste ano de 2021. Isso, obviamente, por ainda estarmos num cenário de pandemia mundial.

O evento acontece desde 1995, majoritariamente na cidade de Los Angeles, EUA. Ano passado, entretanto, a E3 não aconteceu por conta da pandemia de Coronavírus. Houve, na época, até planos para realizar uma edição digital do evento, mas não vingou.

Esse ano, entretanto, ao que tudo indica, a E3 vai sim acontecer, mas de maneira digital. Ao menos é o que sugere alguns documentos enviados aos principais portais de notícias de videogames dos EUA. A informação é via portal VGC.

Como vai funcionar a E3 2021?

Depois do cancelamento de 2020, a organização da E3 prometeu para o ano de 2021 uma edição reimaginada da popular feira de jogos eletrônicos. E, ao que tudo indica, ela realmente está trabalhando para tornar a promessa em realidade.

Segundo o documento enviado aos principais portais de videogames, a E3 2021 vai acontecer entre os dias 15 e 17 de junho. Nesses três dias, a própria organização da feira e demais estúdios de jogos vão poder fazer transmissões ao vivo, apresentações, exibições de jogos e até mesmo disponibilizar demos jogáveis via streaming, com cada estúdio tendo em média 2 horas.

E3
(Imagem: Divulgação/ E3/ESA)

A ideia é simular digitalmente o que acontecia fisicamente na E3. Algumas coisas são fáceis de se simular. Como, por exemplo, sessões de perguntas e respostas com desenvolvedores e celebridades. Já outras, como sessões de autógrafo, compra de produtos como action figures, camisetas etc. são muito mais complicadas.

Até mesmo o teste de demos é muito mais difícil de ser realizado digitalmente. Embora hoje em dia já tenhamos a possibilidade de jogar determinado jogo pelo navegador, via streaming (como, por exemplo, através do Google Stadia), esse é um recurso ainda pouco acessível. Afinal, ele depende muito de uma boa conexão com a internet.

Ou seja, a E3 vai ter de realmente inovar e se reinventar bastante neste ano de 2021 caso ela queira manter-se como a principal feira de games. Do contrário, a impossibilidade de grandes aglomerações que a pandemia de Coronavírus trouxe pode ter sido responsável por sepultar de vez a tradicional Electronic Entertainment Expo.

E3 enfrenta problemas que vão além da pandemia

Entretanto, a pandemia de Coronavírus não é o único grande problema que pode impedir a E3 de acontecer. Isso porque a feira já vem enfrentando problemas desde bem antes da pandemia.

Estamos falando da fragmentação da feira em diversas outras feiras menores. Grandes estúdios, como a Sony, a EA e a Activision, por exemplo, já abandonaram a E3 há alguns anos.

Ou seja, em vez de fazerem seus principais anúncios na E3, esses estúdios preferem organizar suas próprias feiras. Isso é obviamente mais benéfico para esses estúdios. Afinal, eles têm mais autonomia na hora de organizar, mais tempo para realizar suas apresentações e mais retorno financeiro.

Entretanto, a ESA, organizadora da E3 que ainda precisa aprovar os planos para a edição digital da feira, argumenta que essa fragmentação é prejudicial à indústria dos games. Segundo ela, centenas de eventos menores têm um alcance muito menor e chama muito menos a atenção global do que um único e grande evento.

Ainda não sabemos quais estúdios vão participar da E3 2021 e quais não vão. Na verdade, ainda nem temos certeza se a E3 vai realmente acontecer neste ano, já que tudo vai depender do engajamento dos estúdios, do público e dos patrocinadores.

Esperamos por mais novidades da E3 2021 nas próximas semanas, já que o evento já tem data marcada, como comentamos: entre 15 e 17 de junho.

Mas e você, quais são as suas expectativas para a E3 2021? Acha que ela vai realmente acontecer? E acha que a ESA vai conseguir reimaginar a E3 para um contexto de pandemia? Pois conta para a gente aí nos comentários! 😉

Alexandre Garcia Peres
Editor, redator e revisor da WebGo Content, graduado em Letras – Português/Inglês. Tem experiência com redação e revisão de textos para Web. Apaixonado por poesia, literatura, games, tecnologia e gatos.
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