FIFA 21 – Prática de Farming é considerada ilegal e pode dar ban

Fifa se tornou uma grande experiência para os amantes do mundo do futebol. O jogo, cada vez mais complexo e polido, com gráficos incríveis e modos de jogo competitivo, chegou em sua 21ª edição, lançada no mês passado para baixar no Playstation 4, Xbox One, Playstation 5, Xbox Series X/S e PC pela Steam e Origin.

Infelizmente com o sucesso e com modo competitivo vêm também alguns cuidados necessários para fazer com que jogadores não descubram exploits, como o Farming. Essa prática garante que o jogador consiga mais moedas, mais rapidamente.

Se você quer saber o que é Farming e porque a EA, empresa responsável pelo jogo, tem até condições de banimento para contas de jogadores realizando essa “trapaça”, confira o texto a seguir.

O que é Farming?

A palavra em inglês para cultivar, Farming, faz menção ao método de deixar algo crescendo ou se multiplicando enquanto você só espera. E é exatamente isso que acontece nessa prática do FIFA 21.

Os jogadores utilizam programas, bots, que fazem o jogo achar que você está sempre jogando. Lá dentro, o bot fica rodando o programa que simula as partidas competitivas do modo Ultimate Team (UT) para que a conta do jogador acumule as moedas do jogo.

Os bots também podem ser utilizados para utilizar o Mercado de Transferência para realizar transações e angariar itens com lucro. Esses programas rodam externamente conseguidos de maneira não-oficial, e alteram os arquivos enquanto o  aplicativo roda de forma automática.

O complicado aqui é que o jogador acumula pontos mesmo sem ganhar as partidas, desbalanceando o sistema do mercado. Além disso, os jogadores que estão do outro lado, jogando contra os bots de partida, provavelmente estão tendo uma experiência chata, no mínimo.

Por que a prática é proibida?

A empresa criadora e responsável pela sequência de jogos de futebol, Eletronic Arts, reitera que Farming é uma maneira ilegal e muito rápida de ganhar moedas nas partidas. As formas de desconectar das partidas para garantir moedas infinitamente, além dos bots, geram injustiça para com outros jogadores, a maioria que só quer curtir.

E o problema não é nem pela acumulação das moedas pelos jogadores trapaceiros, o problema é criar uma comunidade que não pode confiar no sistema de partidas competitivas porque pode acabar caindo com um bot.

Ademais a desenvolvedora também afirma:

usar ou distribuir softwares não autorizados, como softwares ‘automáticos’, que usem ‘macros’, aplicativos ‘utilitários trapaceadores’, ou qualquer outro software ou ferramenta para hackear, alterar ou trapacear em um jogo

Punições

Caso o sistema de detecção de hack da EA identifique que a conta do jogo está utilizando um programa externo e alterando os arquivos, pode dar algumas punições e até ban. 

A EA estipula claramente no contrato de uso essas punições e deixa claro, antes do jogador começar a jogar, que pretende realizar essas medidas no caso de práticas ilegais como Farming.

Além do ban, nos casos mais extremos, a empresa ainda estabelece que a conta do jogador pode perder:

  • As estatísticas e recompensas no FUT Champions;
  • Todas as moedas do clube UT;
  • Passe do clube UT;
  • Acesso a qualquer modo online;
  • O acesso ao modo online em todos os jogos FIFA;
  • O acesso a qualquer jogo da Eletronic Arts, em casos extremos;

Como se não fosse o suficiente, a desenvolvedora ainda pode restringir outros tipos de acesso ou privilégios mais específicos.

EA e as medidas de balanceamento duvidosas

Dentro do modo competitivo existem algumas medidas adotadas pelo sistema da desenvolvedora que tornaram o jogo bem questionado pela base de fãs. Isso principalmente porque existem teorias de que o sistema é arbitrário 

Jogadores testemunham falha nos chutes, manipulação nos comandos para cada jogador em campo e até manipulação no mercado interno da UT. Isso acontece dentro do modo competitivo online e pode envolver qualquer um.

Também há alguns vídeos de pessoas jogando e presenciando bugs pesados, problemas de performance e um número recorde de usuários devolvendo o jogo e até deixando de jogar.

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Formado em Jornalismo, atua como redator de notícias desde 2017 escrevendo sobre games e tecnologia. Também é Co-Fundador da Crenix Games, empresa de jogos digitais de Curitiba onde exerce uma de suas paixões: Design de Narrativas para Games.
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