Conheça a história real que inspirou o filme ‘Antonia: Uma Sinfonia’

Assistiu ao filme 'Antonia: Uma Sinfonia' e quer saber mais sobre a história real que inspirou a produção? Pois descubra todos os detalhes!

Um dos melhores filmes lançados pela Netflix ao longo do ano de 2021 foi o longa metragem intitulado ‘Antonia: Uma Sinfonia’. A produção é bastante elogiada pelo público e pela crítica, embora ainda não tenha o reconhecimento que merecia, sendo baseada em uma história real.

Nesta matéria do Tech News Brasil, você conhece um pouco mais do filme Antonia: Uma Sinfonia e conhece a história real por trás da produção disponível no catálogo da Netflix. Confira!

Sobre o filme Antonia: Uma Sinfonia

Antonia: Uma Sinfonia é um dos títulos mais envolventes disponíveis no catálogo da Netflix, apesar de não ter o reconhecimento que realmente merecia. Em vários sentidos, a produção da plataforma de streaming consegue ser deslumbrante, demonstrando ser uma obra prima em meio ao universo cinematográfico.

O filme da Netflix é uma criação de Maria Peters, diretora cinematográfica holandesa. Lançado em 2019, o longa metragem ganhou destaque ao ser adicionado ao catálogo da Netflix, em agosto deste ano e é avaliado, atualmente, com nota 7,3 no IMDB.

A trama se passa na década de 1920 e gira em torno de Willy Wolters, uma mulher forte que é extremamente apaixonada por música. Willy sonha em se tornar, um dia, uma maestrina de sucesso. Ao conhecer Frank Thomsen, a mulher começa, aos poucos, a interagir com artistas renomados no mundo da música que podem ajudá-la a alcançar seus objetivos e realizar seu maior sonho — se ela conseguir convencê-los a fazerem isso.

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Conheça a história real que inspirou Antonia: Uma Sinfonia

A história real de 'Antonia: Uma Sinfonia' da Netflix
Personagem fictícia vivida por Christanne de Bruijn no filme ‘Antonia: Uma Sinfonia’ à esquerda da imageme e Antonia Brico da vida real à direita da imagem (Imagem: Reprodução/Netflix/Internet)

O principal objetivo de Maria Peters, ao propor o desenvolvimento do longa, era dar visibilidade à história de Antonia Louisa Brico. Um dia, por acaso, Peters assistiu ao documentário sobre a primeira mulher a reger uma orquestra sinfônica com sucesso e ficou bastante intrigada sobre por que sua história não se fazia tão conhecida ao redor do mundo.

A indignação da cineasta de origem holandesa a levou a conversar com parentes vivos da maestrina que era sua conterrânea, a fim de juntar um material que a permitisse desenvolver a história para um longa metragem.

Antonia Brico foi pioneira no ramo da regência. Como mencionamos anteriormente, ela foi a primeira mulher a conduzir uma orquestra sinfônica com êxito. A trajetória até esse feito, porém, não foi nada fácil. Brico nasceu em 1902, na Holanda. Ainda quando criança, ela se mudou para Nova Iorque, nos Estados Unidos, durante o período conhecido como a “Grande Depressão”.

Mesmo com tantas dificuldades, Brico estudou muito sobre música, adquirindo diversos conhecimentos que a fizessem seu destino cada vez mais promissor no universo musical. Assim como no filme, Antonia não teve uma vida fácil. Além de viver na pobreza, havia muitos conflitos no meio doméstico — em especial, com aquela que, até a vida adulta, tinha como sua mãe.

Em 1926, cada vez que Antonia repetisse que queria se tornar maestrina era motivo de piada, pois naquele momento isso era impensável, já que a mulher tinha de viver para o lar. Diante desse cenário, a futura maestrina se mostrava determinada e ignorava qualquer discurso que pudesse afetar seus sonhos, enfrentado machismo, sexismo e demais preconceitos da sociedade da época. Depois de muito trabalho, Antonia Brico se tornou a primeira mulher comandar a filarmônica de Berlim.

Em Denver, Atonia se tornou professora de piano e canto. Inclusive, ela também foi fundadora da Denver Businessmen’s Symphony, orquestra que em seguida recebeu o nome de Antonia, mas atualmente é apenas Denver Phillarmonic. Aliás, Antonia também é lembrada pela Colorado Women’s Hall of Fame, onde ingressou em 1986.

Antonia Brico faleceu, então, em Denver, em agosto de 1989, depois de dedicar toda uma vida à luta por inserir as mulheres no mundo da música. Apesar disso, ainda hoje não existem muitos nomes femininos no âmbito da música erudita.

Em geral, a diretora de Antonia: Uma Sinfonia se manteve fiel à história de Antonia Brico. Apenas incrementou à narrativa o romance vivido entre Antonia e Frank, para aumentar a tensão da história — que por si só foi bastante intensa.

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Graduanda em Comunicação Organizacional na UTFPR, com experiência na área de Gestão de Pessoas e em Marketing Digital. Amante de filmes de ação com protagonização feminina e fã de café à meia-noite.

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