Microsoft e Discord encerram negociações sem fechar acordo

Algumas semanas atrás, a Microsoft ganhou os noticiários porque estava discutindo a compra do Discord, aplicativo para chamadas online. Porém, recentemente foi reportado que o Discord não está mais interessado em ser comprado por outra empresa, e que as discussões foram encerradas.

Essa negociação com a Microsoft, de acordo com os rumores, tratava de uma transação de pelo menos 10 bilhões de dólares. A ideia da gigante do software era integrar essa plataforma de comunicação a seu serviço de jogos por assinatura , o Xbox Game Pass, como estratégia para absorver as comunidades já fiéis ao Discord.

Discord encerra negociações com Microsoft
Discord encerra negociações com Microsoft. (Imagem: Reprodução/ Alexander Shatov)

O Discord já havia sido visto, antes da Microsoft, em discussões de venda com outras empresas, como a Epic Games e a Amazon. Porém, essas opções foram excluídas com a negociação exclusiva com a Microsoft.

Agora, apesar da grande soma de dinheiro que receberia por essa venda, o Discord encerrou também as negociações com a Microsoft, sem fechar nenhum acordo. O motivo disso é que a empresa não está mais interessada em ser comprada por nenhuma outra companhia, e deve se manter independente, pelo menos por enquanto. 

Aparentemente, a ideia atual do Discord é abrir seu capital na Bolsa de Valores norte-americana. Porém, como por enquanto nada foi confirmado, sempre existe a possibilidade de que as negociações com outras empresas sejam reabertas. 

Discord

Assim como outros serviços de comunicação ou ligados ao mercado de jogos, o Discord viu grande crescimento durante a pandemia do COVID-19. Como grande parte da população teve que se manter em isolamento, em casa, soluções online de entretenimento e conexão viram aumentar sua popularidade neste período.

No caso do Discord, há mais de uma vantagem oferecida pelo serviço para as circunstâncias atuais. Primeiro, o serviço inclui tanto chats de texto quanto chamadas de voz e de vídeo, além de trazer a opção de compartilhar a tela e organizar grupos com diversos canais em cada servidor. 

Além disso, o aplicativo tem como público alvo principal gamers e comunidades de jogos. Isso porque oferece ferramentas de otimização para uso em segundo plano, enquanto se está jogando, e opções de streaming para transmitir sua jogatina com os amigos. 

Por essas razões, a maior parte das comunidades de jogo, seja para youtubers e streamers, desenvolvedores ou simplesmente fãs de um título, utilizam o Discord para se reunir e enviar feedback, compartilhar artes, bugs ou pedir ajuda. 

O crescimento da plataforma pode ser visto em números, ao analisar os lucros dos últimos tempos. Apenas em março a plataforma apresentou 140 milhões de usuários mensais, além de ter conseguido um retorno de 130 milhões de dólares no ano de 2020, contra 45 milhões de dólares arrecadados em 2019. 

Microsoft busca uma plataforma de interação com os consumidores
Microsoft busca uma plataforma de interação com os consumidores. (Imagem: Reprodução/Mohammad Rezaie)

Microsoft

O interesse da Microsoft no Discord pode ser o de  adquirir uma plataforma em que haja mais engajamento e interação de seus consumidores numa comunidade. Apesar de possuir alguns recursos neste sentido dentro do Xbox, com a possibilidade de adicionar amigos e ver sua atividade, suas concorrentes possuem grandes plataformas dedicadas apenas a isso.

Por exemplo, a Google possui o YouTube, maior plataforma de vídeos do mundo; a Amazon comprou a Twitch, uma das principais redes de streaming de jogos da internet; e o Facebook comprou o WhatsApp e Instagram, aplicativos indispensáveis em qualquer smartphone hoje em dia.

Por isso, o Discord poderia ser uma solução para este problema, com a Microsoft disposta a investir bilhões de dólares na negociação. Infelizmente, as discussões foram encerradas sem chegar a um acordo.

Outras redes buscadas pela Microsoft para negociação foram o Pinterest, rede social de compartilhamento de mídias, e o TikTok, rede social composta exclusivamente de vídeos curtos. Porém, estes acordos também não foram fechados.

 

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Fontes: Engadget e The Verge

Formado em Jornalismo, atua como redator de notícias desde 2017 escrevendo sobre games e tecnologia. Também é Co-Fundador da Crenix Games, empresa de jogos digitais de Curitiba onde exerce uma de suas paixões: Design de Narrativas para Games.
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