CEO da Netflix utiliza “liberdade artística” para defender produções como “13 Reasons Why”

Em defesa do humorista David Chapelle, CEO da Netflix argumentou "liberdade criativa" em relação a títulos como "13 Reasons Why" e "Cuties".

CEO da Netflix

Desde que passou a investir em produções originais para manter o seu público assinante cativo, a Netflix tem conseguido manter um padrão de excelência em maior parte dos seus filmes e séries – reconhecidos por premiações de grande prestígio, em alguns casos. Por outro lado, a gigante de mídia também se envolve em algumas produções vistas como controversas por parte do público geral.

Recentemente, uma dessas controvérsias está relacionada a um especial de stand-up  produzido recentemente, intitulado The Closer”. Parte das polêmicas surgem do fato do programa ser comandado pelo humorista Dave Chappelle, que tem recebido críticas da comunidade LGBTQIA+ após fazer piadas ofensivas envolvendo a comunidade trans e o que ele chama de “cultura do cancelamento”.

Todos esses conteúdos foram tratados recentemente em um comunicado emitido pelo CEO da plataforma, Ted Sarandos, onde ele se dirige aos funcionários que estão indignados com a relação de Chapelle com o streaming. Na oportunidade, o executivo elogiou o comediante e demonstrou os números de seu último especial

“Chapelle é um dos comediantes de stand-up mais populares hoje, e nós temos um acordo de longo prazo com ele. Seu último especial ‘Stick & Stones’, também controverso, é o nosso especial de stand-up mais assistido, grudento e premiado até hoje”, disse Sarandos.

Na mesma oportunidade, Sarandos saiu em defesa do que ele chama de “liberdade criativa” para defender produções que possam ser vistas como controversas. Como exemplos, o executivo citou produções como Cuties“, filme acusado de promover imagens obscenas de menores, 13 Reasons Why“, série que aborda irresponsavelmente o suicídio de uma jovem e Minha Vida Nada Ortodoxa“, drama que retrata uma judia ortodoxa abandonando sua fé.

“Assim como nossos outros talentos, nós trabalhamos muito para apoiar suas liberdades criativas – mesmo que isso significa que teremos conteúdos na Netflix que algumas pessoas irão acreditar que são nocivos”, concluiu Ted Sarandos em nota.

13 Reasons Why: CEO utilizou “liberdade criativa” para defender enredo da série (Imagem: Divulgação/Netflix).

Os responsáveis pela plataforma de streaming foram procurados pela revista Variety para comentar sobre a fala de Sarandos, mas a Netflix se recusou a falar sobre o assunto.

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Fonte: Variety

Arquiteto e Urbanista aficionado por Cenografia e Cinema. Criador de conteúdo da área desde 2013 e apaixonado por adaptações cinematográficas, especialmente de fantasia.

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