Rio começa implantar câmeras com programas de reconhecimento facial

Rio começa implantar câmeras com programas de reconhecimento facial

Foi anunciado na última terça-feira, dia 18 de dezembro de 2018, na residência oficial do cônsul-geral britânico no Rio, Simon Wood, uma parceria entre o serviço Disque Denúncia e a empresa britânica Staff of Technology Solutions.

De acordo com a Agência Brasil, está parceria é o resultado de um projeto que visa a implementar câmeras de segurança com programa de reconhecimento facial no estado do Rio de Janeiro, que serão utilizadas para identificar criminosos.

O projeto propõe utilizar a tecnologia de reconhecimento facial, oferecido pela empresa britânica, para reconhecer os bandidos, alertar as autoridades próximas, de maneira silenciosa, para que as mesmas possam monitorar o indivíduo para que, quando possível, as autoridades possam efetuar a prisão de forma segura e cautelosa.

De acordo com o coordenador do Disque Denúncia, Zeca Borges, para que a tecnologia de reconhecimento facial funcione adequadamente, será necessário que o Disque Denúncia, forneça acesso ao banco de dados que contem imagens de procurados, bandidos perigosos e principais alvos do Rio de Janeiro, para que sejam implementadas ao sistema das câmeras.

Tecnologia de reconhecimento facial

O chefe de operações da subsidiária da empresa britânica no Rio, Matheus Torres, disse que a empresa já está trabalhando no Brasil a um ano e meio, e que já existem câmeras de reconhecimento facial em três shoppings da capital e em edifícios comerciais.

Torres também explicou que atualmente são utilizadas câmeras de monitoramento em circuito fechado (CFTV), que estão posicionadas em locais altos e distantes, o que dificulta a identificação. No entanto, destacou que ainda assim, as câmeras instaladas em um dos três shoppings da capital fluminense já surtiram efeito, uma vez que reconheceram um traficante que foi preso recentemente pelas autoridades do Rio.

A tecnologia do reconhecimento facial é utilizado há sete anos no Reino Unido, como ferramenta de segurança pública, homologada pelas principais entidades de segurança britânicas com mais de 30 mil câmeras espalhadas pelo país.

Segundo o diplomata britânico, Simon Wood, será necessário ter uma estrutura de leis que protejam os dados capturados pelas câmeras, para garantir o direito de cada cidadão à individualidade.

Fonte: Agência Brasil

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