A DeepMind desenvolveu um sistema treinado de IA que consegue diagnosticar mais de 50 doenças oculares

A DeepMind desenvolveu um sistema treinado de IA que consegue diagnosticar mais de 50 doenças oculares

No último dia 13 de agosto de 2018, ontem, a DeepMind, subsidiária da Alphabet, divulgou em seu site oficial os resultados da primeira fase da pesquisa que está sendo desenvolvida pela DeepMind em parceria com o Moorfields Eye Hospital de Londres e o Instituto de Oftalmologia da University College London.

A pesquisa utiliza um software de inteligência artificial para interpretar exames oftalmológicos e detectar sinais de doenças, permitindo que os profissionais de oftalmologia examinem a avaliação final. De acordo com os pesquisadores o objetivo é desenvolver e implementar um sistema que possa detectar doenças e fornecer diagnósticos mais rápidos para agilizar os tratamentos.

Os resultados mostram que o sistema treinado de IA da DeepMind pode interpretar exames oftalmológicos de rotina com precisão, recomendar corretamente como os pacientes devem ser encaminhados para tratamento para mais de 50 doenças oftalmológicas, de maneira tão precisa quanto os médicos especialistas líderes mundiais. Estes resultados iniciais também foram publicados na revista científica Nature Medicine na última segunda-feira,  dia 13 de agosto de 2018.

Abordagem do sistema de inteligência artificial da DeepMind

A DeepMind desenvolveu um sistema treinado de IA que usa duas “redes neurais” separadas, para que os médicos possam verificar o mapa do tecido e ver como a IA chegou à sua conclusão final.

  • A primeira, chamada de rede de segmentação, o sistema analisa a OCT para fornecer um mapa dos diferentes tipos de tecido ocular e as características da doença, este mapa permite que os profissionais de visão obtenham informações sobre o “pensamento” do sistema.
  • A Segunda, chamada de rede de classificação, o sistema analisa esse mapa para apresentar aos médicos diagnósticos e uma recomendação de encaminhamento.

O sistema treinado de IA, foi desenvolvido em duas “redes neurais” separadas para que os profissionais possam analisar a recomendação da tecnologia e decidir qual o tipo de atendimento e tratamento que o paciente deve receber.

A DeepMind destacou que estão na fase inicial da pesquisa, o que significa que o sistema ainda precisa se tornar em um produto que deve passar por testes clínicos e aprovação regulamentar antes de ser usada na prática.

Fontes: DeepMind e Nature Medicine

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